Ivo Pitz
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Resumos
 
Proposta 1
FAO adverte sobre aumento da fome no mundo
Roma - A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) fez uma grave advertência sobre o aumento no número de pessoas famintas nos países em desenvolvimento O alerta está contido no informe anual “O estado de insegurança alimentar no mundo 2001”, elaborado para a Jornada Mundial da Alimentação realizada em Estocolmo.
“O ritmo da redução da fome se desacelerou”, afirma o documento, que destaca o fracasso da meta fixada na Conferência de Cúpula da FAO de 1996 de reduzir a 400 milhões o número de famintos nos cinco continentes até 2015. Segundo o organismo, na década de 90 o total de subnutridos em todo o mundo diminuiu numa média de seis milhões por ano.
“Dentro desse ritmo, seriam necessários 60 anos para se alcançar a meta estabelecida”, salientou a FAO, observando que, para atingir o objetivo, seria preciso reduzir o número de famintos em 22 milhões por ano. Segundo dados da organização, o total no biênio 1997-99 era de 815 milhões de famintos, dos quais 777 milhões nos países em desenvolvimento, 27 milhões nos países em transição a economias de mercado e 11 milhões nas nações industrializadas.
O subdiretor do Departamento Econômico e Social da FAO, Hartwig de Haen, declarou que “estamos muito preocupados porque nos países do Terceiro Mundo não se conseguiu diminuir o número de famintos. Ao contrário, em muitos deles se produziu um aumento”. O relatório indica que em só 32 dos 99 países em desenvolvimento se registrou uma queda no total.
De Haen também mencionou “um possível agravamento da desnutrição infantil, devido a diversos fatores como as perspectivas econômicas adversas e a aids, entre outros”. “Pelo menos 180 milhões de crianças com menos de dez anos fazem parte do contingente de 777 milhões de subnutridos crônicos dos países do Terceiro Mundo”, advertiu.
O informe apontou ainda o caso positivo da China “que na década passada alcançou um crescimento agrícola e econômico surpreendente e reduziu o total de subnutridos em 76 milhões de pessoas”. Mas, apesar dos bons resultados, a FAO observou que a China “ainda é o país com maior número de famintos do planeta, depois da Índia”. (Ansa).
Proposta de Redação: Usando aproximadamente dez linhas, faça um resumo do texto. Lembre-se de que, no resumo, devem ser resumidas apenas as idéias do texto. Não inclua idéias suas. 
Proposta 2 - Os arrependidos da globalização
Pipocam na mídia os sinais de crise do paradigma neoliberal e as críticas ao papel do FMI na globalização. Veja, que propugnou o neoliberalismo global de modo tão agressivo, faz quase um mea-culpa esta semana, dando capa à pergunta: "O que comemorar?" Sua conclusão: "os países pobres ou em desenvolvimento podem reclamar que foram lesados". No Estadão, Mário Vargas Llosa reconhece o fracasso de muitos planos econômicos impostos pelo Consenso de Washington e se refugia no argumento de que o aspecto fundamental da globalização não foi o econômico - ou como ele chama, "o entrelaçamento mundial dos mercados" - e "sim o avanço da legalidade e da liberdade pelo mundo todo". O argumento é duplamente falacioso: nem está provado que houve um aumento da legalidade no mundo e uma coisa não justifica a outra.
Tanto Veja como Vargas Llosa discutem a crise da globalização a partir das idéias de Joseph Stiglitz, o economista prêmio Nobel. O Estadão cita um livro "O mal–estar na Globalização", publicado pela Taurus este ano. Veja cita Globalization and its discontents, anunciando que será lançado em breve no Brasil. Deve ser o mesmo livro. Stiglitz desanca as políticas impostas a países periféricos pelo FMI, na Malásia, Etiópia e Rússia. Acha um absurdo que equipes do FMI imponham receitas salvacionistas a partir de rápidas visitas de um grupinho de técnicos aos países de Terceiro Mundo afetados por crises.
Agência Carta Maior – 28.05.2002.
Faça um resumo do texto acima. Use, para isso, em torno de dez linhas.